Até que enfim!!!!
Alguém colocou Tico pra falar com Teco e saiu uma conclusão óbvia.
Presidente do STF defende a legalização do aborto
RodrigoRangel - BRASÍLIA.
Uma semana após o governo anunciar que pretende rever as regras que autorizam o aborto no país, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, não mediu palavras ontem e disse que é favorável à legalização da prática.
— A discussão é fundamentalista. Há problemas religiosos para uns, o que é democrático, e outros acham que não — disse o ministro. — Sempre fui favorável ao aborto — afirmou o ministro, que defendera a legalização na Constituinte, em 1988.
Para Jobim, é melhor autorizar o aborto do que permitir que, na ilegalidade, as mulheres lancem mão de práticas inadequadas que provocam problemas muito maiores. Ele diz que, com a proibição, perdem as mulheres pobres que, sem dinheiro, utilizam métodos clandestinos pouco seguros para interromper a gravidez.
— As pessoas de baixa renda acabam fazendo aborto de qualquer jeito, ao passo que outros não. Então, tem um apenamento das pessoas de baixa renda — observou.
Jobim comparou o debate sobre aborto às discussões travadas com a Igreja quando o Congresso, nos anos 70, apreciava o projeto de lei que instituía a Lei do Divórcio. — É igual à discussão do divórcio. Parecia que todo mundo (que se manifestava a favor) era vagabundo — afirmou, para em seguida completar com um exemplo que considera radical nos debates sobre a legalização do aborto:
— Para os contrários ao aborto, aqueles que são favoráveis querem matar a criança.
Semana passada, ao divulgar a política nacional para a mulher, a secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, revelou que o governo pretende rever a legislação que hoje trata o aborto como crime. Será constituída uma comissão com representantes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil para, a partir de janeiro, propor a revisão da lei. “Descompasso entre avanço da ciência médica e a lei”
A intenção do governo é assegurar assistência a mulheres que sofrem complicações decorrentes da interrupção voluntária da gravidez. Nilcéa defende que seja incluída na legislação permissão para interrupção da gravidez nos casos de fetos com anencefalia e sem chances de sobreviver. O aborto nessa situação ainda está sendo analisado pelo STF. O ministro Marco Aurélio de Mello já concedeu liminar autorizando a interrupção da gravidez de feto anencéfalo, mas a liminar foi cassada pelo plenário do tribunal. O mérito do assunto ainda será apreciado.
Nilcéa considera um anacronismo a proibição ao aborto nessa situação.
— No caso da anencefalia, a secretaria tem uma posição favorável clara, entendendo como uma questão de direitos humanos da mulher. Só as mulheres podem entender a dor de uma situação como esta. A proibição de interrupção da gravidez neste caso é um descompasso entre o avanço da ciência médica e a lei — afirmou Nilcéa na semana passada.
Mas isso não era lógico??????
Presidente do STF defende a legalização do aborto
RodrigoRangel - BRASÍLIA.
Uma semana após o governo anunciar que pretende rever as regras que autorizam o aborto no país, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, não mediu palavras ontem e disse que é favorável à legalização da prática.
— A discussão é fundamentalista. Há problemas religiosos para uns, o que é democrático, e outros acham que não — disse o ministro. — Sempre fui favorável ao aborto — afirmou o ministro, que defendera a legalização na Constituinte, em 1988.
Para Jobim, é melhor autorizar o aborto do que permitir que, na ilegalidade, as mulheres lancem mão de práticas inadequadas que provocam problemas muito maiores. Ele diz que, com a proibição, perdem as mulheres pobres que, sem dinheiro, utilizam métodos clandestinos pouco seguros para interromper a gravidez.
— As pessoas de baixa renda acabam fazendo aborto de qualquer jeito, ao passo que outros não. Então, tem um apenamento das pessoas de baixa renda — observou.
Jobim comparou o debate sobre aborto às discussões travadas com a Igreja quando o Congresso, nos anos 70, apreciava o projeto de lei que instituía a Lei do Divórcio. — É igual à discussão do divórcio. Parecia que todo mundo (que se manifestava a favor) era vagabundo — afirmou, para em seguida completar com um exemplo que considera radical nos debates sobre a legalização do aborto:
— Para os contrários ao aborto, aqueles que são favoráveis querem matar a criança.
Semana passada, ao divulgar a política nacional para a mulher, a secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, revelou que o governo pretende rever a legislação que hoje trata o aborto como crime. Será constituída uma comissão com representantes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil para, a partir de janeiro, propor a revisão da lei. “Descompasso entre avanço da ciência médica e a lei”
A intenção do governo é assegurar assistência a mulheres que sofrem complicações decorrentes da interrupção voluntária da gravidez. Nilcéa defende que seja incluída na legislação permissão para interrupção da gravidez nos casos de fetos com anencefalia e sem chances de sobreviver. O aborto nessa situação ainda está sendo analisado pelo STF. O ministro Marco Aurélio de Mello já concedeu liminar autorizando a interrupção da gravidez de feto anencéfalo, mas a liminar foi cassada pelo plenário do tribunal. O mérito do assunto ainda será apreciado.
Nilcéa considera um anacronismo a proibição ao aborto nessa situação.
— No caso da anencefalia, a secretaria tem uma posição favorável clara, entendendo como uma questão de direitos humanos da mulher. Só as mulheres podem entender a dor de uma situação como esta. A proibição de interrupção da gravidez neste caso é um descompasso entre o avanço da ciência médica e a lei — afirmou Nilcéa na semana passada.
Mas isso não era lógico??????


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