O bêbado e o equilibrista
Eu queria saber quem foi que inventou essa maldita moda de plataformas. Pior ainda com o salto inteiro (anabela, como diz a minha mãe).
Tenho 2 sapados destes. Uma sandália liiiinda, quase sem salto, mas com uma plataforma de madeira de uns 7 cm. Com uma tira de tecido chines em cima, seria um luxo se eu não me tivesse me estabacado na rua todas as vezes que usei (uma das vezes, inclusive, com uma saia branca). Outra, sandália de salto altíssimo, mas com uma plataforma que não passa dos 2 cm. Ambas não me deixam movimentar direito o pé.
E eu, por uma destas distrações que só eu sou capaz de cometer, resolvo vir trabalhar com a número 2. Centro da cidade. Pedrinhas portuguesas saindo da calçada + paralelepípedos do início do século. "Vou de carro mesmo", pensei. Só esqueci do horário do almoço.
Terça feira, 13:00, Largo da Carioca. Eu andando a mais de 10 cm do chão. Tentando me equilibrar nos desníveis do piso, com um sapato que mais parece uma prancha. "Quanto maior a altura, maior o tombo". Tentei escolher também um trajeto SEM paralelepípedos. Na verdade eu me aventurei pelos paralelepípedos, mas só por 4 passos (2 pra tentar ir e 2 pra voltar pra calçada).
Logo na Gonçalves Dias uma mulher se estabaca no chão. Um estabaco lindo. Ela fica de 4 no chão.
"É um sinal".
Entrei no primeiro restaurante que eu vi e tratei de voltar, me equilibrando, pro Banco. Antes que a próxima estabacada fosse eu.
Tenho 2 sapados destes. Uma sandália liiiinda, quase sem salto, mas com uma plataforma de madeira de uns 7 cm. Com uma tira de tecido chines em cima, seria um luxo se eu não me tivesse me estabacado na rua todas as vezes que usei (uma das vezes, inclusive, com uma saia branca). Outra, sandália de salto altíssimo, mas com uma plataforma que não passa dos 2 cm. Ambas não me deixam movimentar direito o pé.
E eu, por uma destas distrações que só eu sou capaz de cometer, resolvo vir trabalhar com a número 2. Centro da cidade. Pedrinhas portuguesas saindo da calçada + paralelepípedos do início do século. "Vou de carro mesmo", pensei. Só esqueci do horário do almoço.
Terça feira, 13:00, Largo da Carioca. Eu andando a mais de 10 cm do chão. Tentando me equilibrar nos desníveis do piso, com um sapato que mais parece uma prancha. "Quanto maior a altura, maior o tombo". Tentei escolher também um trajeto SEM paralelepípedos. Na verdade eu me aventurei pelos paralelepípedos, mas só por 4 passos (2 pra tentar ir e 2 pra voltar pra calçada).
Logo na Gonçalves Dias uma mulher se estabaca no chão. Um estabaco lindo. Ela fica de 4 no chão.
"É um sinal".
Entrei no primeiro restaurante que eu vi e tratei de voltar, me equilibrando, pro Banco. Antes que a próxima estabacada fosse eu.


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